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sábado, 7 de agosto de 2010

Postagem de Férias

Em Portugal este é um mês que o país pára de férias. Parece que ninguém trabalha, em Lisboa há sempre local para estacionar, as praias estão cheias e as esplanadas enchem-se de chinelos, sandálias e bronzeados decotes. Não sei se no Brasil esta série teve o mesmo impacto e sucesso que em Portugal, e embora esta não seja a minha personagem preferida (é o Monstro das Bolachas), este mês de Agosto vou deixar o Cozinheiro Sueco para todos vós. Até breve!





sexta-feira, 11 de junho de 2010

Almoço de Verão

Depois da simpática Walnize entrar neste blog a semana passada, surge agora o convite do outro lado do Atlântico da Ana Paula Motta, e eis que entro eu - e se estou de chegada, começo com uma memória de partida.


para ler ao som de Imogen Heap - Hide and Seek


Almoço de Verão

por Ana Martins

Os dias quentes de Verão estão de partida. Os quentes de sufocar, de pedir para dormir ao relento por não aguentar o calor dentro das paredes numa casa que não chegava a arrefecer. Dormir no jardim com os irmãos, reclamar das picadas de melgas, tagarelarmos e galhofarmos até cada um adormecer de cansaço. Nenhum dava conta da mão materna que tapava com desvelo cada ombro desnudado.
Hoje não há noites abrasadoras de Agosto. Sol no Inverno chuva no Verão. Há dias que temos as quatro estações reunidas no mesmo dia. Nem é tão linear ser absolutamente impensável uma boa feijoada nos dias que seriam quentes ou uma colorida salada nos supostamente frios. O mundo gira e transforma-se perante os nossos olhos - nada é estanque, tudo é global - como um jogo infantil de escondidas quando não somos mais crianças, nem temos vontade de brincar.

Hoje, sendo o meu primeiro post neste blog saboroso, trago-vos não um conto, mas uma refeição completa:
Uma salada
de base de cuscus e feijão frade (ou grão de bico) onde se junta alguns sabores em cru bem marcantes e diferenciados como aipo, pimento, cebola, kiwi (ou abacaxi), gengibre e malagueta (se gostar de apimentar a vida). Tempera-se simplesmente com sumo de lima, coentros picados e cominhos. Eu gosto de acrescentar hortelã, alfazema, bagas goji e sementes de papoila.
Um gelado
de nata, podendo ser de compra ou caseiro. Eu bato, para uma lata de leite condensado, 2 a 3 pacotes de nata, vá lá, pode ir até 4, se forem mesmo gulosos. Gosto da consistência e intensidade. Mas mesmo os mais gulosos enjoam este gelado caseiro se não tiver uma boa calda que, por outro lado, consegue transformar uma simples embalagem de gelado de nata de supermercado numa sobremesa gourmet. Para esta proporção de gelado, junte açúcar a gosto a 1/2 kg. de morangos (dos pequeninos e bem doces, não vale a pena fazer com os que parecem enxertados em cortiça com esferovite...) e esmague num almofariz ou - de uma forma menos romantizada e mais prática - com a varinha mágica. Eu gosto de adicionar umas folhas de hortelã fresca. Verta a calda de morango sobre o gelado de nata e tente não fazer essa cara tão voluptuosa ao saborear.
Um cappuccino gelado
Existem máquinas de cápsulas no mercado, mas deixo-lhes um bom truque que faço para o conseguir mais cremoso. A cada cápsula, a de leite e a do café específicas para o Cappuccino Ice, o fabricante recomenda a posição na máquina de água fria e juntar pedras de gelo. Eu gosto de gelo lascado ou moído (não fica tão pesado na bebida) e o truque é rebentar a cápsula com a posição na máquina de água quente e só depois mudar subitamente para frio. Para as duas cápsulas. O choque térmico produz uma espuma apetitosa. Se deixar a arrefecer um pouco (com o gelo) antes de o beber, as camadas que se vão desenhando nos vários tons de café com leite produzidos, são de uma tão grande beleza que recomendo seriamente um copo ou chávena de vidro.




quinta-feira, 19 de março de 2009

Um baú de lembranças...

Falando em memórias, outro dia, me dei conta de que recebo de herança em minha família os livros de receitas, as caixas de costura, livros e álbuns de fotografias. Sou uma dona-de-casa das mais incompetentes, mas gosto de cozinhar, costurar, bordar e colecionar coisas.Talvez por isso acabe como "guardiã" desses objetos antigos.

E quando eu partir daqui, quem ficará no meu lugar? Sei lá, e é melhor afastar essa ideia pra longe. De qualquer forma me dei conta de que sou uma senhorinha de olhar míope.

É verdade que já criei minhas "tradições" na família, sou eu que preparo os ovos de Páscoa, fabrico o presunto no Natal (dá um trabalho!!!),faço os docinhos de aniversário, o cozido, os pastéis de nata, as ambrosias e vivo inventado umas receitas meio malucas.

Como parte dessas "criações" estão as minha migas de Sábado de Aleluia. Uma dessas maluquices que invento sei lá de onde e que acabam virando uma tradição, ano após ano.
Nesses tempos de crise, uma receita feita com sobras acaba por ser bem-vinda. Talvez a lembrança dessa receita venha inspirada nas minha últimas leituras. Estou no terceiro livro ou quarto livro que tem a Segunda Grande Guerra como pano de fundo, e na hora das dificuldades tudo deve ser aproveitado.


Migas de Sábado de Aleluia

5 pãezinhos amanhecidos (ou uma baguete) cortados em cubos
2 colheres de azeite
6 ovos ligeiramente batidos
200 gramas de presunto (fiambre) picado em cubos
3 dentes de alho picados

Leve ao fogo brando uma colher de azeite e o alho numa frigideira grande, assim que alourar junte os pães. Deixe dourar, virando sempre para não queimar. Reserve.
Leve a outra colher de azeite ao fogo junte os ovos e espere endurecer, vá levantando as bordas da omelete suavemente e junte o presunto sem mexer. Assim que os ovos estiverem cozidos, mexa delicadamente (deve ficar em pedaços grandes) e junte o pão dourado com o alho.
Misture delicadamente e sirva.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Hoje tem convidado para o almoço...

Hoje fomos brindadas com mais uma gentileza do nosso querido blogueiro Xacal.

Como se já não tivesse sido tão generoso com nosso espaço divulgando o Sabor e Histórias ainda nos presenteou com um texto delicioso sobre o prazer de receber amigos e criar pratos para eles.

Segue o texto finalizado com uma receitinha prática e criativa e um brinde aos amigos.

P.S. Sei que essa não é exatamente a forma correta de corte da cenoura,mas foi a foto mais próxima da descrição da receita.

Aí vai uma de minhas "criações" culinárias...
Bom, antes um pouquinho da história desse prato, que deriva de outra receita...
Não sei bem definir se temos um prato novo, ou uma mera adaptação...
A estrutura (idéia)da receita se mantém, se bem que houve alguma alteração dos ingredientes principais...bom, sei lá, vocês decidem...
Em uma ocasião lá em casa, recebi um telefonema de um amigo que avisava de sua chegada para o almoço...
Bem, quem tem amigos (amigos de verdade) sabe que só eles podem nos surpreender com visitas após longos hiatos de ausência...
Quase sempre estamos despreparados, muito embora os verdadeiros amigos se deleitem com qualquer coisa, até (ou principalmente) um bom "mexidão" de feijão, ovos, farinha, cebola e lingüiça...
Nesse dia, restavam-me alguns ingredientes, que agora relaciono para a receita que chamei de filé de frango à francesa, mas minha filha re-batizou de "frango à fantasia", pelo colorido do prato:
1KG de peito
de frango em filés.
2 ou 3 cenouras sem casca raladas em tiras, como batata-palha(manter separadas e cruas).
1 ou 2 cebolas cortadas em tiras longitudinais. 1 lata de ervilha.
1/2 KG de presunto, cortado em tiras finas. 3 cl de sopa de mostarda amarela.
3 cl de sopa de molho inglês.
azeite de oliva.

Bom,uma das vantagens desse preparado é a rapidez, e o bom equilíbrio entre a suavidade da carne de frango com o gosto mais ativo da mostarda e do molho inglês...
A cenoura, no lugar da batata palha(usada na versão original do filé à francesa)confere o tom doce na combinação agridoce...

Cerca de 20 ou 30 minutos antes do amigo chegar, lá estava o frango à fantasia pronto, depois de ter sido assim preparado:
Use uma frigideiraou panela grande com tampa, onde você fritará o frango no azeite...

Terminada a fritura, separe o frango, adicione mais um pouco de azeite na panela,e doure ali as cebolas...junte o presunto, e mantenha o cuidado para não queimar as cebolas, nem o presunto...junte o molho inglês e a mostarda... Por derradeiro, junte a cenoura, aos poucos, e a deixe marinar nesse "caldo", misture a ervilha e termine sem "cozinhar" totalmente a cenoura, mas sem deixá-la, por outro lado, crua...

Sirva com arroz branco...e um bom vinho branco de sua preferência...

Ahhh, tempere com ótimas companhias e histórias...


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