Massa: 1 gema 1 xícara de água gelada 200 g de gordura vegetal( ou uma margarina bem dura) bem gelada 2 colheres de sopa de manteiga farinha de trigo q.b. Amassam-se todos os ingredientes e incorpora-se a farinha aos poucos (mais ou menos 850g), até ficar uma massa elástica que desprenda das mãos. Espalha-se a massa em forminhas de tamanho médio, de maneira que não fique nem muito fina nem muito grossa e modelam-se as bordas. Recheio: 800 g de açúcar 6 gemas passadas pela peneira 800 ml de leite 200 g de creme de leite (natas) 1 colher de sopa (bem cheia) de maizena casquinhas de meio limão Leva-se ao fogo até formar um creme. Retiram-se as casquinhas do limão. Recheiam-se os pastéis com o creme e leve a assar em forno médio alto até dourar.
Minha avó fazia aniversário no dia 29 de maio (completaria 97 anos) e meu pai faz hoje. Ele tem andado muito emotivo e chora lembrando dela. Resolvi recordar sua presença com uma delícia da terra dela: pastéis de nata. Minha avó era baixinha, gordinha e adorava usar salto alto( mesmo em casa) só abandonou o hábito quando o corpo já fraquejava. Gostava de contar história para os netos e cozinhava divinamente. Sendo eu uma menina que detestava comer, vivia inventando moda para que eu me alimentasse. Fazia o melhor purê de batatas que jpa comi na vida, umas batatinhas fritas maravilhosas, bife à milanesa e prometia me deixar comer pastéis de nata se eu fizesse a refeição como devia. Quando cresci aprendi fazer essa delícia (quase não sei fazer doces) e há alguns anos não preparava. O de hoje ficou particularmente bom, mudei alguns detalhes e já me excedi comendo mais do que devia. Pra meu pai e minha avó uma homenagem de aniversário.
Hoje recebi um belo e-mail sobre Tchaikovsky, com muita obras incluídas,inclusive o belo ballet Quebra-Nozes. Gosto muito de ballet, embora nunca tenha tomado aulas e nem tenha um tipo físico muito apropriado para tal. Não diria que sou uma bailarina frustada, não chego a tanto,mas essa é uma arte que me encanta.
Tigelinha (ou quindim) de nozes
1 ovo inteiro
12 gemas
100 gramas de manteiga
2 xícaras (de café)de açúcar
1 colher (de sobremesa mal cheia) de trigo
300 gramas de amêndoas ou nozes grosseiramente picadas
Misture tudo,exceto as nozes.Bata no liquidificador por no mínimo 10 minutos. Junte as nozes ou amêndoas sem bater,apenas misture delicadamente.
Ponha numa forma grande untada com manteiga e polvilhada com açúcar ou em forminhas. Leve ao forno médio em banho-maria por cerca de 1 hora. Deixe arrefecer no forno.
Fui uma criança terrível na hora de comer e as únicas coisas que me faziam sorrir eram os doces, ou melhor, a promessa de ganhá-los se “comesse tudinho”. Dessa época duas guloseimas me encantavam os pastéis de natas vindos de Quissamã, terra de minha avó paterna e as ambrosias da minha avó materna.
Quando digo terrível para comer não é exagero. Não gostava de quase nada que me ofereciam em casa. Na casa das avós comia bem melhor por algumas razões. As duas eram excelentes cozinheiras, tinham uma paciência incrível, faziam todas as minhas vontades e cediam aos meus caprichos (era então neta e filha única) e cozinhavam minhas poucas comidas prediletas e ainda me prometiam os doces.
Hoje sou comilona, mas continuo muito exigente na hora de comer, confesso que sou uma chata. Sou cheia de restrições com carnes bovinas, maneira de preparar certos pratos e até hoje só como feijão em casa ou em casa de quem sabe preparar muito bem.
Bom, mas falemos de uma das delícias citadas. As famosas ambrosias da minha avó Anita. São simples de fazer, mas têm alguns segredinhos, como não mexer demais para não despedaçar.
Ambrosia
6 ovos
500g de açúcar
600 ml de leite
Canela em pau ou casquinhas de limão ou laranja
Bata as claras em neve firme, junte as gemas sem a película e incorpores às claras (sem bater para não perder o airado).
Leve ao fogo brando o leite com o açúcar. Quando ferver junte os ovos e a canela ou as casquinhas. Não mexa até estar os ovos estarem ligeiramente cozidos, sendo assim mexa um pouco com cuidado, cobrindo com a calda.
Deixe no fogo, mexendo levemente de vez em quando, até a calda ficar grossa e os ovos incorporarem o sabor da mesma.