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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Almoço de Verão

Depois da simpática Walnize entrar neste blog a semana passada, surge agora o convite do outro lado do Atlântico da Ana Paula Motta, e eis que entro eu - e se estou de chegada, começo com uma memória de partida.


para ler ao som de Imogen Heap - Hide and Seek


Almoço de Verão

por Ana Martins

Os dias quentes de Verão estão de partida. Os quentes de sufocar, de pedir para dormir ao relento por não aguentar o calor dentro das paredes numa casa que não chegava a arrefecer. Dormir no jardim com os irmãos, reclamar das picadas de melgas, tagarelarmos e galhofarmos até cada um adormecer de cansaço. Nenhum dava conta da mão materna que tapava com desvelo cada ombro desnudado.
Hoje não há noites abrasadoras de Agosto. Sol no Inverno chuva no Verão. Há dias que temos as quatro estações reunidas no mesmo dia. Nem é tão linear ser absolutamente impensável uma boa feijoada nos dias que seriam quentes ou uma colorida salada nos supostamente frios. O mundo gira e transforma-se perante os nossos olhos - nada é estanque, tudo é global - como um jogo infantil de escondidas quando não somos mais crianças, nem temos vontade de brincar.

Hoje, sendo o meu primeiro post neste blog saboroso, trago-vos não um conto, mas uma refeição completa:
Uma salada
de base de cuscus e feijão frade (ou grão de bico) onde se junta alguns sabores em cru bem marcantes e diferenciados como aipo, pimento, cebola, kiwi (ou abacaxi), gengibre e malagueta (se gostar de apimentar a vida). Tempera-se simplesmente com sumo de lima, coentros picados e cominhos. Eu gosto de acrescentar hortelã, alfazema, bagas goji e sementes de papoila.
Um gelado
de nata, podendo ser de compra ou caseiro. Eu bato, para uma lata de leite condensado, 2 a 3 pacotes de nata, vá lá, pode ir até 4, se forem mesmo gulosos. Gosto da consistência e intensidade. Mas mesmo os mais gulosos enjoam este gelado caseiro se não tiver uma boa calda que, por outro lado, consegue transformar uma simples embalagem de gelado de nata de supermercado numa sobremesa gourmet. Para esta proporção de gelado, junte açúcar a gosto a 1/2 kg. de morangos (dos pequeninos e bem doces, não vale a pena fazer com os que parecem enxertados em cortiça com esferovite...) e esmague num almofariz ou - de uma forma menos romantizada e mais prática - com a varinha mágica. Eu gosto de adicionar umas folhas de hortelã fresca. Verta a calda de morango sobre o gelado de nata e tente não fazer essa cara tão voluptuosa ao saborear.
Um cappuccino gelado
Existem máquinas de cápsulas no mercado, mas deixo-lhes um bom truque que faço para o conseguir mais cremoso. A cada cápsula, a de leite e a do café específicas para o Cappuccino Ice, o fabricante recomenda a posição na máquina de água fria e juntar pedras de gelo. Eu gosto de gelo lascado ou moído (não fica tão pesado na bebida) e o truque é rebentar a cápsula com a posição na máquina de água quente e só depois mudar subitamente para frio. Para as duas cápsulas. O choque térmico produz uma espuma apetitosa. Se deixar a arrefecer um pouco (com o gelo) antes de o beber, as camadas que se vão desenhando nos vários tons de café com leite produzidos, são de uma tão grande beleza que recomendo seriamente um copo ou chávena de vidro.




quarta-feira, 2 de junho de 2010

Convite açucarado


Eis que me surge o convite vindo de Ana Paula Motta para fazer parte deste saboroso blog. Digo saboroso a começar pelo seu título. Quer coisa mais aconchegante de ouvir histórias recheadas de puro mel ? Então começo com uma delas, em que envolve um dos meus ancestrais: meu avô materno.

Domingos de outrora

Walnize Carvalho


Eis que me ponho em crônica andarilha e sobre os trilhos de um trem viajo para um povoado. Distrito do município. Santo Amaro. Terra de meus avós.
Em minha memória afetiva espio pela janela do tempo. Vejo como a passar por mim (e a me sorrir também) velhas casas e centenárias árvores. E, naturalmente, os canaviais na beira da estrada, que emolduram o cenário.
Chegada a Santo Amaro. E antes que o lugarejo desapareça na realidade de seu abandono (só é visitado nas festas do Padroeiro) trago-lhe neste registro.
A alegria incomum (comum na menina do cacho dourado) toma conta da passageira do túnel do tempo.
Na porta da venda, meu avô materno Domingos. O “Domingos da venda”.
Sua imagem surge com nitidez perfeita em minhas lembranças.
Homem alto. Sério. Um bigode expressivo comum aos homens nos tempos idos. Atrás dele escondido um sorriso escasso no canto da boca. E no coração um transbordar de benevolência.
“De sua venda ninguém voltava de mãos vazias” atestam os que com ele conviveram no dia-a-dia. Daí o “fiado” ter-lhe trazido certo desconforto material.
Homem rico de generosidade, mas contido em gestos de afetividade física. (Não colocava netos no colo e respondia-lhes ao ser tomada “a bênção” com um “Deus te abençõe”, secamente).
Mas, a minha mente sintonizando no passado o “botão ternura” registra um fato incomum, mas inesquecível. Viagem de volta à cidade.
Sentada estou, distraída, no banco do trem e eis que meu avô Domingos surge na janela, sorriso largo, e oferece-me um picolé.
Doce e refrescante SAUDADE...

Picolé de abacaxi

1 lata de suco concentrado de abacaxi(pode ser laranja, tangerina, maracujá)
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite

Bata no liquidificador o leite condensado, mais a latinha de suco concentrado e o creme de leite
Despeje a mistura em forminhas de picolé, de gelo ou em saquinhos plásticos e coloque no freezer
Espere duas horas e estará pronto
Esta receita é ideal para as férias escolares, para entreter a criançada

sábado, 21 de novembro de 2009

Gelado de manga


Aqui em casa está aberta a temporada das mangas. As daqui do nosso quintal são lindas, com as cores variando entre o rosa e o verde,passando por um amarelo gema. De polpa macia, muito doces e perfumadas.
Como colhemos muitas, resolvi fazer o que os especialistas chamam "sorbet" já que não leva leite ou creme e não poderia ser classificado como "sorvete" ,mas acho esse nome um tanto "fresco" demais. Ficou mesmo gelado de manga.
A receita é criação minha e é de uma simplicidade...

Receita

Cerca de 600 gramas de polpa de manga cortada em pedaços não muito grandes
2 xícaras de açúcar
1 e 1/2 xícaras de água

Prepare uma calda com a água e o açúcar,nem muito espessa,nem muito rala. Reserve por uns 10 minutos. Bata as mangas no liquidificador com a calda ate ficar cremosa.
Passe por uma peneira.
Leve ao congelador ou freezer numa vasilha de alumínio ou aço inox.
Depois de pronto não é necessário bater e levar a gelar de novo,porque a calda evita a formação de cristais de gelo.

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