quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Patê de castanhas: Dia de São Martinho

Conversando com a Ana, perguntei se hoje era o Dia de São Martinho e ela respondeu que era só no dia 11. Afinal o ano anda tão rápido que se espantou quando eu disse:"Então, dia 11, hoje!!"

Para quem quer saber mais sobre a Lenda de São Martinho é só seguir o link.http://www.malhatlantica.pt/netescola/omouro31/Smartinho.htm

Achei no Sapo Sabores uma receita de patê de castanhas, fiz umas adaptações e posto aqui.

Ingredientes
400 g de castanhas
2 nabos
1 talo de alho francês (alho poró)
50 g de margarina
1 dl de creme culinário
Sal q.b.
Água
Pimenta preta moída (prefiro sem pimenta)
Salsa picada
Preparação
Descasca-se os nabos, picando-os em pedaços pequenos. Depois, corta-se às rodelas o alho francês. Lava-se tudo em água corrente, escorrendo de seguida. Num tacho derrete-se a margarina e junta-se os legumes preparados.

Adiciona-se, então, as castanhas e tempera-se de sal. Fica a cozinhar em lume brando, mexendo de quando em vez. As castanhas devem ficar macias. Deita-se o cozinhado no liquidificador, adiciona-se o creme culinário. Perfuma-se com pimenta preta moída na altura e salpica-se com salsa.

Uma delícia para comer com torradinhas e um bom vinho.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Letras que alimentam





Em plena Bienal do Livro em nossa terra goitacá,uma dica de livro infantil e uma receita que combinam:

Livro: "Sopa de Letras"
Nele, as vogais e as consoantes são como as pessoas: cantam, gaguejam, namoram letras vindas de fora, metem-se onde não são chamadas, brincam com o poeta, rimam e fazem uma deliciosa sopa de letras.

Alimentados por ela, os mais pequenos divertem-se, contactando com as letras do alfabeto de forma melodiosa, com espaço para a interpretação cognitiva, dramática e lúdica.
Com receitas (textos) de João Manuel Ribeiro, sabiamente cozinhadas (ilustradas) por Anabela Dias, o título Sopa de Letras tem um sabor a magia, que apetece provar."


A receita:
SOPA DE LETRINHAS

Ingredientes:
4 batatas
2 cenouras
10 vagens
2 mandioquinhas
2 tomates
1 cebola
2 dentes de alho
2 colheres de óleo ou azeite
1 pitada de sal
1 xícara de macarrão de letrinhas
Modo de preparo:

Lave bem e depois descasque todos os legumes
Corte os legumes em pedaços pequenos
Pique a cebola e o alho e frite-os no óleo ou azeite; coloque também o sal ou tempero de sua preferência
Coloque os legumes na panela juntamente com a cebola e o alho picados e fritados
Despeje água (quantidade suficiente para cobrir os legumes e sobrar um poquinho)
Deixe cozinhar até os legumes amolecerem
Coloque o macarrão de letrinhas
Depois é só servir e saborear!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Leve,saborosa e... búlgara


No histórico familiar da presidenta eleita para o Brasil(Dilma)consta a decendência búlgara.
Fui pesquisar um pouco da culinária típica da Bulgária e encontrei:

Comida búlgara

“A comida búlgara tem muita similaridade com a grega e a turca: muita carne, de porco ou de cordeiro, e muito “boi ralado”, como em Beagá! – de sabor picante e com condimentos fortes (pimentão picante, orégano, salsinha, segurelha, pimenta preta e pimentão vermelho). Gostam muito de feijões brancos, couve e sopas – além da popular tarator (sopa fria de pepino com iogurte), há a shkembe chorba, (sopa quente de tripas de cordeiro ou de porco, temperada com vinagre e alho).
Os principais pratos populares são o kebabche, o kufte e a musaka. Os dois primeiros são muito similares. Ambos são feitos com carne moída picante e grelhada. Se diferenciam principalmente pela forma. Musaka é prato tradicional, feito de batatas recheadas e carne moída, com cobertura de iogurte, farinha e ovos”. Há a kebapcheta (almôndegas de carne de vaca e de porco, grelhadas e bem condimentadas); o guiuvech (carne de vaca ou porco, tomate, pimentão e ervilha, cozido no forno dentro de uma vasilha de barro); o shishcheta kavarma (carne de vaca ou de porco com muita cebola); e a patcha (pernil de porco temperado com sal, alho e muita cebola + papada de porco gordo, gordo, que cozinha até virar geléia), que é comida gelada.”

Mas, para um bom começo uma saladinha cai bem:


SALADA CHOPSKA (com as 3 cores da bandeira búlgara)

4 tomates
1 pepino
2 cebolas
2 pimentões vermelhos
4 azeitonas
1 pimenta vermelha
queijo feta
azeite
sal
vinagre
folhas de salsinha

Retire a pele dos pimentões na chama do fogão. Corte todos os legumes, misture com o azeite, o vinagre e o sal. Rale o queijo e decore com as azeitonas e as folhas de salsinha.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Simples mas presente

Acordei com um grito nas notícias matutinas: "DILMAAAAA!" Ganhou, pensei enroscando-me num sorriso transformado num suspiro de alívio. Ganhámos. E adormeci de novo no feriado chuvoso.
Um grande abraço, Ana Paula Motta deste lado do Atlântico, é uma verdade batida, mas o dia de amanhã é forçosamente melhor que o de hoje.



para ouvir ao som de


o café pela manhã estava a fumegar e ele impaciente. não tinha tempo para esperar que arrefecesse. saiu batendo com a porta sem se despedir da mulher e esquecendo que tinha de levar a filha à escola.

Este podia ser o início de um outro conto do meu livro agora entregue nas mãos do editor, a sair em breve no mercado, cuja temática é violência doméstica.

Erradamente pensa-se que é um tema no feminino, mas sobre isso, escrevi abundantemente no meu romance. Hoje quero falar de outra mulher - Dilma. Não pensem que por ser portuguesa não me sinto feliz e honrada por uma mulher ter sido eleita presidenta no Brasil. O mundo é cada vez mais global e das mulheres! Não somos mais o sexo frágil, nem a imagem da esposa dedicada que fica em casa a coser meias ou a escovar o fato do senhor seu marido existe. Hoje muitas vezes fazemos uma simples tosta e seguimos o dia corrido.
Como cantava o poeta, o mundo pula e avança, era o que dizia, sempre que um homem sonha, como bola colorida entre as mãos de uma criança. Pois é como me senti hoje. Dilma venceu as eleições. Aninha e eu completámos uma longa tarefa conjunta com o oceano pelo meio alinhavada pela net e alimentada com muito carinho (mas sobre isso, faremos em breve um post em conjunto, prometemos).

Tosta Mista (inventada)


2 fatias de pão bem consistente
fiambre
queijo
rodela de tomate
fio de azeite
oregãos e pimenta q.b.
malagueta verde em pickle
Todos os ingredientes bem prensados dão uma tosta mista com um sabor reinventado (a chamar os sabores italianos) que faz as delícias dos mais gulosos.

Coisa de Mulher: Bolo amoroso


Estamos muito felizes, tenho certeza que falo por todas as editoras desse blog.
O Brasil elegeu a primeira mulher para a presidência, uma mulher especial.
Uma mulher com uma bela e sofrida história de lutas.
Uma guerreira pela liberdade do seu país, torturada e presa aos dezenove anos.
Competente, trabalhadora e agora presidenta. Para ela "pesquei" esse poema no site do Partido dos Trabalhadores.
500 anos esta noite

Pedro Tierra


De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.

De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.

De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.

Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?

Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.

No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.

As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.

Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.

Bolo Amoroso

Felicia Sampaio

Editora Culinária do Roteiro Gastronómico de Portugal (fonte http://www.gastronomias.com)

Ingredientes:

500 grs. de açúcar
6 ovos inteiros
6 gemas de ovos
500 grs. de miolo de amêndoa pelada levemente torrada e ralada
150 grs. de fios de ovos
100 grs. de manteiga
80 grs. de doce de gila ou chila
1 colher de sopa de casca de laranja cristalizada, cortada miudinha
glacé real (ver receita)
fios de ovos q.b.
Confecção:

Batem-se muito bem os ovos com as gemas e o açúcar e no fim de estar muito bem batido acrescentam-se os fios de ovos, partidos grosseiramente, a amêndoa, a chila e a casca de laranja.
Ponha esta mistura numa forma untada e forrada com papel vegetal também untado com manteiga.
Leve a cozer em forno brando.
Leva cerca de 1 hora e 30 minutos a ficar cozido e se o forno estiver esperto, tosta por fora sem cozer por dentro.
Desenforma-se, deixa-se arrefecer e só depois se cobre com glacé real.
Sirva decorado com fios de ovos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Um passeio pela História



Walnize Carvalho

Não tinha mais como adiar a viagem programada.
Mesmo com a manhã chuvosa saí com destino ao passeio.
Cheguei lá.
O lugar que em tempos idos visitei e até frequentei (como esquecer o pastel com caldo de cana da dona Odete? O sonho com café de “seu” Pedro?...) perdera algumas características, mas outras tantas, permanecem.
Percorri corredores. Pelo caminho, mercadorias dispostas em tabuleiros à espera dos fregueses.
Resolvi filtrar somente as imagens que faziam parte da minha história.
Nas portas, velhos vendedores sorridentes convidando a parar, olhar... e comprar.
Segui.
Meus olhos ágeis tudo viam.
Ainda estão à venda gaiolas, cestos de vime, colheres de pau, pipas com rabiolas de jornais picados, carrinhos de lata, lamparinas de flandres, espanadores de pó feitos de tirinha de pano, chapéus de palha ; condimentos coloridos distribuídos em saquinhos, em vidrinhos e amarrados em barbantes ;varinhas com caranguejos, bolsas com sobras de napa, fumos de rolo, lingüiças...
Barracas com toldos de lona e mercadorias diversas: verduras, legumes, frutas, carnes, peixes, frangos.
Personagens sempre presentes: vendedores de limão, homens no balcão tomando uma purinha, senhoras em Box de produtos da flora, pedintes...
Parei.
Provei o licor de jenipapo, que o vendedor me ofertou.
Uma euforia colorida me dominou.
Naquela manhã - manhã chuvosa- fui visitar o velho Mercado Municipal .

Receita de sonho.

INGREDIENTES

Massa:

4 xícaras (chá) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de açúcar
3 colheres (sopa) de manteiga
2 gemas
1 pitada de sal
2 tabletes de fermento para pão
1 xícara (chá) de leite morno
óleo para fritar
açúcar para polvilhar

CREME:

2 xícaras (chá) de leite
3 colheres (sopa) de amido de milho
4 gemas
1/2 xícara (chá) de açúcar
raspas de limão ou baunilha a gosto

MODO DE PREPARO

Esfarele o fermento e junte o sal. Misture até obter um líquido. Reserve.
Coloque a farinha de trigo (reserve um pouco), o açúcar, as gemas, a manteiga e o fermento reservado misturado com o leite morno em um recipiente. Mexa com uma colher de pau.

Sove sobre superfície lisa, polvilhando com a farinha reservada. Deixe descansar por aproximadamente 10 minutos.

Em seguida, abra a massa grosseiramente com as mãos e modele os sonhos com cortador redondo (pode ser pequeno, médio ou grande).

Coloque em uma assadeira retangular polvilhada apenas com farinha. Cubra com um pano e deixe dobrar de volume.

Frite em óleo não muito quente. Escorra. Abra ao meio com o auxílio de uma tesoura. Coloque o recheio. Passe pelo açúcar.

CREME:

Coloque o leite (reserve um pouco), o açúcar, o amido de milho dissolvido com o leite reservado e as gemas levemente batidas.

Cozinhe até engrossar (aproximadamente 5 minutos). Retire do fogo e adicione as raspas de limão. Mexa.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Café Matinal


Café matinal
Walnize Carvalho

Levantei-me cedo.
Ao invés de ficar sob os lençóis desfrutando de mais uma hora de sono - repito – levantei-me cedo.
Em mente, planos de ocupar o dia faxinando armários, arrumando gavetas, arquivando papéis .
Janelas e portas abertas – primeiro ato do dia.
Lentamente dirigi-me à cozinha a fim de preparar o café matinal.
Uma brisa suave corria pelos cômodos da casa. O sol que já estava lá fora dando plantão veio espalhar seu sorriso por entre as venezianas.
Falei no astro rei e lembrei-me da frase (cujo autor desconheço) que gosto de repetir para algumas pessoas consideradas realmente amigas: “Não importa se o sol não apareça todos os dias; o que importa é a certeza de que ele existe.” A traduzo assim: Há amigos que mesmo que não se tenha contato diário sempre se pode contar com eles... São verdadeiros “soldados no quartel” a nos bater continência ao nosso recrutamento.
Distraída com meus pensamentos fui despertada pelo canto insistente de um pássaro: - Bem-te-vi! - Bem-te-vi!!!
Coloquei xícaras sobre a mesa e caminhei ao encontro da ave madrugadora.
Dirigi-me à porta da cozinha olhando em todas as direções: para o céu, para o muro alto que divide minha casa com a do vizinho, para as frestas do telhado, para os galhos da árvore no fundo do quintal e ... nada de encontrar a “visita matinal”. E ela como a brincar de pique-esconde repetia: - Bem-te-vi! - Bem-te-vi!!!
Balancei a cabeça e com um sorriso nos lábios sentei-me à mesa. A placidez veio me fazer companhia.
Sorvi o café vagarosamente e tornei a mergulhar em reflexões: o pássaro chegou. Quebrou o ambiente silencioso com seu vigoroso canto sem se importar de ser visto. Como o esplendoroso sol. Como o autêntico amigo.

Uma receita que recebi de uma amiga.Vamos experimentar?

PANQUECAS DE ESPINAFRE COM RICOTA
Ingredientes:
massa:
• 2 ovos batidos
• 1 xícara de leite
• ½ colher de chá de sal
• 1 xícara de farinha de trigo
• 1 colher de sopa de manteiga derretida e fria
recheio:
• 250g de ricota fresca
• folhas de 2 maços de espinafre
• 2 dentes de alho amassados
• 2 colheres de sopa de óleo
• sal
• pimenta do reino à gosto
modo de fazer:
massa:
Bata tudo no liquidificador e deixe descansar por 30 minutos. Asse numa frigideira levemente untada com óleo, usando pequena quantidade de massa. Vire para dourar o outro lado. Recheie com a mistura de espinafre e ricota. Sirva imediatamente.
recheio:
Cozinhe rapidamente as folhas de espinafre apenas com um pouco de sal. Escorra bem e refogue com o alho e o óleo. Misture a ricota e tempere à gosto.
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