domingo, 12 de dezembro de 2010

Compota nova: doce de manga verde




Aqui na minha cidade o vento costuma soprar forte (e eu adoro) e muitas vezes as frutas caem ainda verdes. Tenho no quintal um pé de manga rosa e vez por outra caem frutos ainda verdes, sem possibilidade de amadurecerem fora do pé. 
As mangas são grandes e fiquei com pena de jogar duas delas fora porque caíram bem verdinhas. Fui pesquisar na internet  sobre doce de manga verde. Achei três versões e uma delas de uma cozinheira mineira, gente que entende de compotas, porque apesar de parecer simples uma boa compota é uma arte, que o diga minha mãe.
Li as receitas e segui minha intuição para fazer meu próprio doce. Acho que manga não combina com cravo mas com um leve toque de canela.

Doce de manga verde

mangas verdes 
água
açúcar q.b.
canela a gosto

Corte as mangas em pedaços e leve ao fogo por 20 minutos cobertas com água (usei também os caroços), Depois desse tempo escorra e jogue a água fora passe as mangas pela peneira, raspe os caroços e jogue fora.
Meça a quantidade de polpa e ponha a mesma medida de açúcar cristal (amarelo) e um pouco d' água (use o bom senso). Leve o doce ao fogo bem baixo mexendo sempre para não grudar na panela. Se necessário junte mais açúcar e um pouco mais de água. Junte um pitadinha de sal e acerte o açúcar, quando estiver desprendendo do fundo da panela está bom.
Sirva com queijo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Brasilidade


Walnize Carvalho

A mulher saiu cedo.
Ida ao supermercado. Visitou a seção de importados. Encheu o carrinho de produtos diversos: alimentos da culinária japonesa, vinhos chilenos, massas italianas, temperos exóticos, frutas desidratadas...
Desfilava com a mercadoria, quando na seção de panelas, viu seu rosto espelhado no inox.Sorriu irônica.Lembrou-se de Dolores, sua fiel cozinheira, que sendo mineira era uma expert em pratos de sua cidade natal.
Olhou para o relógio. Apressou o passo, pois estava atrasada. Retornou a mercadoria aos seus lugares.
Apanhou uma cestinha. Colocou feijão mulatinho, couve, carne seca, linguiça, paio...
Dirigiu-se ao caixa.
Ah!...Voltou para buscar a aguardente e limão para a “caipirinha”.
Pagou a conta e saiu.
Chegou à casa.Pôs sobre a pia da cozinha todo o material comprado no supermercado.
Enquanto se arrumava para o trabalho colocou um samba para tocar pensando na feijoada de domingo.

Feijoada light

Ingredientes

100 g de lombo congelado
150 g de lombo salgado
100 g de carne seca magra
150 g de feijão preto
Louro a gosto
Cheiro verde picado a gosto
Cebola picada a gosto
Dente de alho picado a gosto
1 colher (sopa) de margarina light sem sal

Modo de Preparo
1.Deixe o feijão de molho na água de véspera
2.Em separado, deixe as carnes salgadas de molho em água, também de véspera, trocando várias vezes a água durante este período
3.No dia, ferva as carnes salgadas e jogue a água fora
4.Ferva novamente
5.Se a água ainda estiver engordurada, basta colocá-la, já fria, no freezer ou geladeira
6.A gordura se solidificará na superfície, podendo ser facilmente removida com uma colher
7.Renovar e tornar a ferver
8.Esta água será aproveitada para o cozimento da feijoada
9.Cozinhe o feijão, adicione um refogado feito em frigideira antiaderente, sem óleo, com a cebola, o alho, o cheiro-verde, o louro e as carnes em pedaços
10.Verifique o sal e sirva.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um churrasqueiro na família


Já se foi o tempo em que as mulheres diziam: - homem na cozinha...nem pensar!E assim, tenho em casa(meu filho Guilherme) um expert na arte de pilotar um fogão.Fogão... (faz uma costela de boi com aipim de dar água na boca)mas o seu dote culinário tem no churrasco a sua grande revelação.
Pedi que me desse dicas e segredos para que eu repassasse para os leitores do blog.Sei que a concorrência é grande(há muitos "churrasqueiros" espalhados por este mundão de Deus) mas sabe como é: feito por filho,com um grande sorriso nos lábios e me servindo a carne do jeito que gosto!?!...
Então,vamos lá!
Ele afirma, que os primeiros ingredientes são: bebida, amigos e alguns quilos de carne, em qualquer lugar que se possa fazer montar uma churrasqueira improvisada para suportar a grelha ou os espetos; saber escolher a carne é primordial."Evite congelados" e avisa: quando a carne passa pelo freezer ela fica mais dura e perde o sabor;calcule quanto tempo você terá para preparar a carne (picanha, alcatra e fraldinha são carnes de preparo rápido. Enquanto costela e cupim devem ser assados lentamente);É a gordura da carne que garante o sabor e maciez, por isso a picanha sempre é uma boa pedida.
E segue: Corte a carne na transversal em relação à fibras, senão a carne poderá ficar dura.
Como todos sabem, o tempero recomendado é o sal grosso,que você poderá temperar a gosto, mas cuidado para nao exagerar. Bata a carne para retirar o excesso.
Dica importante:Para apagar as labaredas, não use água, pois poderá levantar fuligem e estragar o sabor. O correto seria usar areia ou cinzas do churrasco anterior.
E vai fundo na explicação: Você primeiro coloca a carne perto do fogo, assando muito rápido os lados da carne, assim o sumo fica armazenado nela. Depois pode subir a grelha ou os espetos e assar normalmente. e é enfático:A carne deve ser assada na brasa, o fogo queima a carne por fora sem que ela cozinhe por dentro. Por isso é preciso ter paciência...
No mais...Bom apetite!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Sopas: em regime de urgência

A nutricionista do meu filho recomendou sopa pelo menos em duas noites por semana.
Na primeira semana cumpri a risca e fiz uma sopinha de beldroegas que nem sabia que tinha no meu jardim. Ficou deliciosa e já repeti a dose. Não é das mais belas como podem ver pela foto (e olha que a câmera é muito boa) mas o sabor é muito bom.

Sopa de beldroegas
1 molho de beldroegas ;
2 cebolas ;
500 g de batatas ;
azeite qb ;
1 cabeça de alhos ;
500 g de pão caseiro ou de 2ª ;
4 ovos ;
2 queijinhos frescos (usei pedaços de Minas frescal)



Confecção:

Preparam-se as beldroegas aproveitando apenas as folhas.Cortam-se as cebolas ás rodelas e alouram-se com o azeite. Juntam-se as folhas de beldroegas lavadas e deixam-se refogar muito bem mexendo com uma colher de pau. Regam-se com cerca de 2 litros de água e deixa-se levantar fervura.
Retiram-se as peles brancas à cabeça dos alhos, que se introduz inteira (sem retirar a pele roxa de cada dente de alho) na panela com o caldo a ferver. Juntam-se ainda as batatas cortadas ás rodelas grossas. Tempera-se a sopa de sal e deixa-se cozer.
Na altura de servir, introduzem-se no caldo os ovos um a um e deixam-se escalfar. Por fim metem-se na panela os queijinhos cortados aos quartos.
Tem-se o pão cortado ás fatias numa terrina e rega-se com o caldo.
À parte servem-se as batatas, os ovos, as beldroegas e os queijinhos.

Receita adaptada da que encontrei no http://www.gastronomias.com


Hoje navegando a procura de sopas leves (odeio a sopa de legumes tradicional) descobri a de cenoura com laranja, não provei mas vou postar aqui e quando possível vou fazer.


Sopa de cenoura, laranja, mel e gengibre


Ingredientes:

200 ml de suco de laranja
3 colheres (sopa) de cenoura picada
½ colher (chá) de mel
1 colher (chá) de gengibre
sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo:
Bata tudo no liquidificador e ferva. Coe em uma peneira bem fina e deixe esfriar.



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Historias recheadas de afetividade


Num domingo desses em que a chuva veio aumentar o estado nostálgico("Domingo é um dia oco"- Clarice Lispector)me dei a faxinar gavetas.Nelas, encontrei um caderno guardado dos tempos de ginásio,em que eu e as colegas escrevíamos ou transcrevíamos poemas,frases afetuosas. pensamentos, ditos populares...Entre essas ternuras encontrei a que reproduzo aqui:

Bolo do coração

"Ingredientes:
2 xícaras de afeto
1 xícara cheia de compreensão
1 xícara de amor
1 copo grande derramando de paz
1 colher de fermento de respeito
1 pitada de serenidade

Modo de fazer:

Misture o afeto, a compreensão e a paz junto com o amor. Acrescente o respeito e a serenidade. Leve ao fogo brando. Não deixe ferver!
Depois de pronto, sirva com carinho e amizade, coberto com muita felicidade..."

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Zeca Baleiro também faz Arte na cozinha


O cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro, tem um hobby antigo: "Sempre fui curioso em relação à culinária, e sou um grande observador", diz o músico que nas horas vagas do estúdio faz o papel de mestre-cuca.
Sua paixão pela gastronomia é tão séria que já há algum tempo Baleiro quer tirar da gaveta um livro de receitas, e emplacá-lo com o mesmo sucesso de seus 3 CDs, "Por Onde Andará Stephen Fry?" (1997), "Vô Imbolá" (1999) e "Líricas" (2000).
Baleiro arrisca-se no campo da culinária há 15 anos, influenciado pela família. Seu nome artístico, inclusive, veio de um vício juvenil: Zeca sempre foi um consumidor assíduo de doces e balas.
Além do pai ser um "doceiro de mão cheia", como costuma dizer, Zeca já teve uma
loja de balas, tortas e doces caseiros em São Luís —- ambos indícios de que seu interesse pela cozinha o acompanharia. Elementos musicais e receitas
freqüentemente se encontram em seu balaio. Pratos e ingredientes são referências constantes nas letras de suas canções, e algumas das criações culinárias carregam nomes engraçados, com trocadilhos bem-humorados, como sua receita de "Vera Fisher", ou que levam o nome de um de seus CDs, como "Arroz a la Stephen Fry".
Entrevista:
Basílico - Desde quando você se interessa por culinária?
Zeca Baleiro - Sempre fui muito curioso, mas só lá pelos 20 anos comecei de fato a pôr a mão na massa. Tive contato desde cedo com grandes cozinheiras, na cidade de Arari (MA), onde passei a infância, e isso despertou minha curiosidade.
Basílico - Quantas receitas você tem no seu banco de dados?
Baleiro - Acho que umas 60, entre as criadas por mim e as recolhidas em viagens.
Basílico - Há preferência por algum prato?
Baleiro - Gosto especialmente de peixe, mas procuro fazer de tudo.
Basílico - E as receitas com nomes engraçados?
Baleiro - Os nomes foram uma forma bem-humorada que achei para homenagear amigos e ícones. Assim surgiram "Vera Fisher", um badejo com licor de Cassis, mel e manjericão, e o "Arroz a la Stephen Fry", um risoto com queijo e gergelim.
Basílico - Como você formula as receitas?
Baleiro - Certa vez fui visitar o Zé Kéti, grande sambista já falecido, na época em que ele morou em São Paulo. Ele fez um almoço maravilhoso pra mim, cheirava bem à beça na panela, mas não ficava pronto nunca. Como eu tinha um compromisso em seguida, não pude esperar, e acabei ficando na mão, com água na boca. Depois criei um prato em homenagem a ele, a "Corvina da Nega Dina".
Basílico - Tem alguém da sua família que cozinha?
Baleiro - Tenho uma irmã que é expert em cozinha regional, e meu pai é um doceiro de mão-cheia, faz uns licores deliciosos também.
Basílico - Quais são seus pratos preferidos?
Baleiro - Um cozido à maranhense, que leva várias verduras. Mas sou eclético, vou tanto à churrascaria quanto ao macrobiótico.
Basílico - Em que momentos você gosta de cozinhar e para quem?
Baleiro - Naqueles sábados preguiçosos, meio frios, com todo o tempo do mundo, gosto de cozinhar para os amigos. O cozinheiro também precisa de platéia. Cozinhar
é um exercício de humanidade: às vezes, tem o peso de uma oração.

Receita de "arroz a la Stephen Fry"
É um excelente acompanhamento para carne ou frango. Não esqueça que o arroz integral requer muito mais tempo de cozimento!
Ingredientes
1 xícara de arroz integral

8 xícaras de água

2 colheres de óleo de girassol ou canola

1 cebola picada

1 dente de alho amassado

1 colher de salsinha picada

sal a gosto

4 colheres de sementes de gergelim torradas levemente numa frigideira
Modo de preparar
1. Escolha, lave o arroz e deixe-o de molho de um dia para outro em 3 xícaras de água

2. Aqueça o olho e frite levemente o alho, a cebola, a salsinha e o sal

3. Acrescente o arroz com a água do molho e despeje as restantes 5 xícaras de água fria

4. Espere levantar fervura, abaixe o fogo e deixe cozinhar por aproximadamente uma hora, até o arroz ficar bem macio.

5. Antes de servir, misture levemente as sementes de gergelim torradas
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