terça-feira, 19 de abril de 2011

No Dia do Índio...


...Uma lenda e uma receita indígenas:

A Lenda da Mandioca

"Conta-se que foi há muito tempo. Havia numa tribo indígena uma indiazinha
tão bela e tão delicada. Todos a amavam. Não só amavam, adoravam mesmo.
Mani era diferente. Tinha a pele clara, lindos e longos cabelos e sempre um
sorriso no rosto a iluminar os passantes, como a aura da manhã!
Um dia a menina amanheceu doente. Toda a tribo se pôs em alvoroço. Fizeram
de tudo para salvar sua linda descendente.
Porém, nem a pagelança, Nem os segredos da mata virgem, nem as águas
profundas, nem a banha de animais raros; puderam evitar-lhe a morte.
Os índios enterraram o corpo de Mani debaixo de uma árvore. E quando fez um
ano, foram levar-lhe flores e ainda rezar por ela.
Eles ficaram surpresos, havia crescido em sua sepultura alguns arbustos
diferentes. Eles eram fortes e vigorosos.
Os índios arrancaram um arbusto e viram suas raízes grossas e brancas como
as carnes de Mani. Então eles a comeram, dizendo que era a carne de Mani.
Assim ficou conhecida como manioca ou mandioca.
Fonte: http://pt.shvoong.com

Uma receita fácil e rápida para fazer o famoso beiju, uma refeição muito comum nas comunidades indígenas brasileiras:

Beiju

Ingredientes:
1/2kg de polvilho doce
1 xícara (chá) de água

Para acompanhar:
Leite condensado, coco ralado, doce de leite, frutas, Catupiry, mussarela, carne-seca, frango refogado, etc...


Modo de preparo
Divida o polvilho em 2 vasilhas. Despeje a água em uma delas, misture e deixe descansar por 45 minutos. Escorra bem e misture com o polvilho seco, usando uma colher de pau, até obter textura de farelo. Esquente bem uma frigideira pequena antiaderente e espalhe cerca de 4 colheres (sopa) do farelo para ficar bem fina, como uma panqueca. Assim que unir e der a liga, espalhe o recheio escolhido, dobre ao meio e sirva."

terça-feira, 12 de abril de 2011

Em tempo de Quaresma...


...Canjica.

O que me leva a doces recordações:...E foi assim, que dia desses esqueci o presente e de mãos dadas com a saudade, embarquei no trem do passado. Desembarquei em cenário distante (no distrito de Santo Amaro) onde uma doce senhora - minha avó Mocinha - passa com placidez, lições de sabedoria sobre a Quaresma.Estas lições são recolhidas e lidas de um dos seus livros de cabeceira,onde ao lado estão seu terço, o véu negro e uma imagem de santo coberta de pano roxo. Meus ouvidos atentos a tudo captam.Terminada a leitura, a avó me convida para irmos a ladainha na Igreja local. Dá para se observar que durante a Quaresma, tudo muda na igreja, tudo é incomum: as missas, as orações, os cânticos, as melodias e todo o ambiente: os padres se vestem em vestimentas escuras; a porta principal se abre com menos freqüência; a iluminação é mais fraca; o sino toca menos; há poucos cânticos e mais leitura de salmos e de outras orações.
De volta para casa é hora de saborearmos a canjica que está devidamente preparada e sobre o fogão à lenha...
Doces e fortes lembranças, que me impulsionam a refletir que os tempos mudaram, mas se faz necessária a renovação diária de hábitos, valores e conceitos. E que esta reciclagem não só se prenda a um período específico do ano, mas que, ao mesmo tempo, sirva de alerta, de que é preciso zerar o nosso cronômetro e começar tudo outra vez.


CANJICA TRADICIONAL

Ingredientes

500g de canjica 2 litros de leite 4 canelas de pau 2 xícaras (chá) de açúcar Canela em pau para decorar
Modo de preparo

Lave bem a canjica e deixe de molho em água por 12 horas.Escorra, coloque em uma panela, cubra com água e cozinhe em fogo médio até amaciar.Junte o leite, os paus de canela e o açúcar.Deixe ferver por 20 minutos ou até ficar cremosa.Transfira para uma cumbuca, decore com a canela em pau e sirva em seguida.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sorvete de goiaba diferente




Continuando a "saga das goiabas", inventei esse sorvete super cremoso,mas sem gordura.
Como já disse antes, detesto suco de goiaba e tudo que é feito com a fruta crua, incluíndo sorvetes, gelados, sorberts, etc.
Fiz um tacho enorme de geléia e resolvi inventar uma receita de sorvete diferente.
Bati três claras e acrescentei, uma a uma, seis colheres de açúcar como para fazer suspiro. Depois de bem batidas acrescentei geléia aos poucos, não medi, fui acrescentando até a mistura ficar rosada e com o sabor da geléia, porém sem ficar muito doce.
Levei para o congelador. Demora a congelar, fica muito cremoso e não forma cristais de gelo como os sorvetes de fruta e o melhor,sem precisar acrescentar gordura como nos sorvetes cremosos "normais".

Doce de goiaba cremoso




A safra de goiaba foi fartíssima. E estamos todos fartos da fruta, no entanto não podemos (devemos) jogar fora, por isso tome lá doce, geléia, goiabada, suco (que detesto),sorvete.
Esse doce foi feito misturando a técnica do doce em calda com a geléia.
Juntei pedaços de goiaba cortadas ao meio sem casca e sementes, água e açúcar e levei ao fogo.
As sementes bati no liquidificador com um pouco d'água e parte das cascas. Coei e juntei ao doce, acertei o açúcar, e deixei cozinhar até as metades estarem bem passadas na calda e a parte batida bem cremosa e também com o ponto certo.
É um doce para os já iniciados com os doces de frutas, por isso não há medidas. Vale o bom senso e muita paciência porque deve ser feito em fogo muito baixo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Bolo de desaniversário


Na história Alice No País Das Maravilhas, Alice se depara com o Chapeleiro Maluco, a Lebre de Março e o Dormidongo em uma festa de desaniversário, cantando "Feliz Desaniversário" No começo, Alice não entende o que é um desaniversário. Quando o Chapeleiro Maluco dá a explicação, ela acaba percebendo que também é o seu desaniversário, e ganha de presente, um bolo.

Bolo Arco-íris

Massa de bolo de sua preferência, desde que seja uma massa clarinha, como a de pão de ló.
Divida-a em 6 potes. Coloque duas colheres de corante para cada pote. Colocar o conteúdo de um pote por vez em uma forma média, redonda, já untada. Despeje todos no centro da forma para fazer o efeito arco íris.

Massa do pão de ló:
6 ovos, 6 colheres de sopa de açúcar, 5 colheres de sopa de farinha de trigo, uma colher de sopa rasa de fermento em pó
Preparo: Separar as claras das gemas. Bater as claras até ficar em ponto de suspiro, acrescentar uma a uma as gemas, batendo sempre, ainda com a batedeira ligada acrescentar aos poucos o açúcar peneirado. Peneirar muito bem a farinha. Acrescentar à massa com a batedeira desligada, aos poucos, delicadamente, fazendo movimentos de baixo para cima. Por último, acrescentar o fermento. Assar em forno médio de 30 a 40 minutos.

terça-feira, 22 de março de 2011

Só para mulheres


De antemão, devo esclarecer que o título da postagem não tem nada de discriminatório, pois se trata de um dos livros de Clarice Lispector
Nele estão inseridos: Conselhos de sedução, moda, beleza e etiqueta, além de dicas de economia doméstica, receitas culinárias e de saúde. É um um resgate da obra jornalística da autora. O livro reúne mais de 290 textos, produzidos nas décadas de 1950 e 1960 sob os pseudônimos de Teresa Quadros, Helen Palmer e como ghost-writer da atriz e modelo Ilka Soares, respectivamente, para os jornais Comício, Correio da Manhã e Diário da Noite.

Como o tenho em mãos, pinço uma de sus receitas culinárias:

GELÉIA DE LARANJA

Uma xícara de suco de laranja
1/2 xícara de água
6 colheres de sumo de limão
2/3 de xícara de geléia vegetal
2/3 de xícara de açúcar.

Misture a laranja, o limão, a água, e o açúcar ,acrescentando então a geléia vegetal quente.Depois de bem misturado, coloque em forminhas untadas e deixe esfriar.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Agradecimento e apresentação

 

 Boa tarde.

Primeiro que tudo quero agradecer à Ana Martins, a gentileza e o trabalho que tem para apresentar e divulgar o trabalho dos amigos,além do seu próprio trabalho. Depois, quero agradecer à Ana Paula , pelo convite para escrever aqui,para vocês e ainda às igualmente escribas deste burgo, Natália e Walnize.

Sou o José Carlos Besteiro , mais conhecido por Joe Best desde o início do séc. XXI, dos tempos que fazia rádio, cuja alcunha ficou. Tenho 45 anos, a partir do próximo dia 26 de Abril, casado e 2 filhos no pecúlio.

Trabalho no food&beverage há quase  30 anos, tenho uma paixão imensa em tudo o que faço, é um ingrediente invisível, eu sei, mas do qual não prescindo seja qual for a receita ou preparação.

Desde a xícara de café ao prato para reis e presidentes, do prato singelo ao mais moroso e trabalhoso, a paixão, segundo Joe Best é religiosa...

Gostava de trazer ao vosso conhecimento, as coisas que fui aprendendo ao longo dos anos.
Recentemente, por morte da avó da minha mulher,avó também do meu coração,  herdei uma colecção quase sem fim de receitas manuscritas, de remédios caseiros homeopáticos e livros com muitos, muitos anos, que me fez pensar que o regresso às origens, à comida confortável, aos sabores de infância, é inevitável e incontornável.

Apesar de estar numa fase de mudança de direcção no rumo para onde a minha cozinha está virada, com muito trabalho, a um nível acima, prometo, sempre que puder, deixar aqui um  registo útil para partilhar com vocês todos.

Obrigado por me lerem,

Take my love,
Joe Best.
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