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terça-feira, 17 de abril de 2012

Sabor de boas-vindas

Nosso blog acaba de receber mais duas autoras. Ana Luísa Gomes e Paola Negri. Recebemos as meninas em nossa cozinha como deve ser, com bolo, cafezinho e uma canção.

 Escolhemos Gerânio na voz de Marisa Monte que além de linda é uma música que tem um pouquinho de cada uma de nós, que nos dividimos em tantas e no entanto somos singulares.

Bolo de Banana 

Ingredientes: 

3 ovos
 6 bananas caturras (conhecidas também como banana nanica ou d`água, na falta dessa use uma bem doce como banana da terra ou outra da preferência)
 1 xícara mais duas colheres de sopa de açúcar 
3 xícaras de farinha de trigo
 1 xícara de suco de laranja ( ou de leite como na receita original)
 1/2 xícara de óleo 
2 colheres de sopa de manteiga
 1 colher de sopa de fermento
 sal q.b. canela em pó q.b. 
açúcar para polvilhar 

Modo de fazer: 
Bata os ovos com o açúcar, o óleo e a manteiga. Junte a farinha e depois o suco de laranja ou leite.Acrescente um pouco de canela. Junte o fermento e misture,sem bater. Unte e enfarinhe um tabuleiro médio. Ponha metade da massa, corte as bananas no sentido do comprimento e cubra o bolo, polvilhe canela e açúcar.Cubra com o restante da massa. Se ainda sobrarem bananas é só cobrir o bolo com as fatias e polvilhar canela e açúcar. Leve para assar em forno baixo por cerca de 40 minutos ou até o bolo ficar dourado. Assim que tirar do forno polvilhe açúcar e canela. 
Sirva com um bom café.



domingo, 1 de abril de 2012

Autismo e comida Azul?

Existe comida em tons de AZUL...??? Li num livro sobre personagem autista (oferta da minha amiga Gisela) que o jovem comia por cores e a mãe, à quinta-feira, só lhe fazia comida azul. Fiquei curiosa. A minha primeira ideia foi de repulsa, ou pensar que são só corantes artificiais, mas é um engano. Se fechar os olhos, ocorre-me uma cesta de fruta - blueberries ou mirtilos. E se existe (e é tão bommm), se tem uma cor que tinge tanto, porque não pode haver comida em tons de azul?
Apesar de ser uma cor fria, é uma cor apetecível (pelo menos para mim e para tantas pessoas que adoram a cor azul), consigo imaginar mil combinações de fazer um empratamento definitivamente original, e para os curiosos, que tal experimentarem uma boa novidade?, apesar da estranheza, diria que resulta em convidativo e até apetitoso.

Pensar em arroz azul? Nahhhh só pode ser corante artificial ou photoshop!, mas resolvi pesquisar esta ideia de comida em azul e pasmem!!, descobri este arroz que é obtido da forma mais pura. Na Malásia há um prato chamado Kerabu Nasi (Nasi é um arroz cozido, Kerubi uma mistura de legumes ou seja, significa prato de salada de arroz com legumes, se bem que os legumes utilizados sejam deveras originais por si, para o palato ocidental - receita mais abaixo) acompanhado por um inusitado (aos nossos olhos) arroz azul, que é obtido a partir do de uma flor cujo nome me transportaria a outras histórias e sabores que não são para aqui chamados... Apresento-vos ... a flor Clitoria.
Não duvidem, fui pesquisar na net (fala sério... encontrei muita bobagem com as palavras que joguei no google até que acabei encontrando o que queria), estas flores são usadas como corante natural  neste bonito tom de azul,  e agora já me parece  definitivamente apetecível em alimentos, sabendo que não é corante artificial.
Curiosidade? Sabia que na China os bolos de cor azul (ou kueh) raramente são usados? Porque lá a cor azul significa luto e nos funerais, não oferecem kuehs azuis e brancos para a alma falecida. Assim, nunca faça qualquer kueh tradicional na cor azul e vá de a oferecer a alguma pessoa idosa, se você puder evitá-lo, fica simpático...!! fica a dica.

Devo confessar que não sei exactamente como passam as flores a corantes alimentares, mas calculo que seja receita ancestral que passa certamente por secarem as flores ao sol, e depois de secas, como nesta imagem, fazer uma infusão na água a ferver para que obtenham a cor azul. Já o arroz?, bom, se usar este "caldo" no arroz, numa sopa em outra comida, o que acha que acontece?

Vamos fazer uma Receita de Sopa Clitória?

Sim, é claro, onde arranjaríamos nós o corante natural de flor de clitória? Mas se o tívessemos, eu inventaria uma sopa de legumes básica de courgette, chu-chu, batata, nabo, cebola e dentes de alho (sim, uma base branca para não comprometer a cor lindaaa) e jogaria o corante da flor clitória no final. Na foto está umas raspas de queijo da ilha (açoriano) e, quem sabe,  umas gotas de lima ou de limão e um pouco de pimenta ralada no momento. Afinal, apimentar uma sopa de clitória não me parece nadaaa errado...

Mas vamos à receita de Nasi Kerabu

1 xícara de coco fresco ralado
1/2 xícara de peixe seco (bile ikan)
3 xícaras de arroz cozido (como para sushi)
1 talo de erva-príncipe em fatias finas
1 pedaço de raiz de gengibre em fatias finas (a gosto)
1 pedaço de raiz de açafrão-da-terra em fatias finas (a gosto)
1 pedaço de raiz de galangal, em fatias finas (a gosto)
4 chalotas, em fatias finas
1 molho de folhas de aipo
1 ramo de coentros
1 ramo de hortelã
1 molho de agriões
10 folhas de lima Kaffir
4 colheres de sopa óleo vegetal, mais 2 colheres de sopa para fritar
sal e pimenta qb

Aqueça uma panela grande em fogo muito baixo. Adicione o coco e vá mexendo sempre por 20 minutos. Ele vai se transformar dourar e secar. Deixe esfriar e, em seguida moer com a textura de pão ralado fino em um processador de alimentos ou almofariz/pilão.
Aqueça 2 colheres de sopa de óleo na wok e adicione o peixe seco. Salteie, mexendo sempre, até que fique dourado, será cerca de 5 minutos. Deixe esfriar e corte em pedaços pequenos.
Escolha as folhas dos caules das ervas. Junte as folhas em cachos pequenos, com as folhas lima kefir do lado de fora. Pique finamente em juliana.
Numa tigela grande, misture todos os ingredientes. Tempere os vegetais com o óleo, adicione sal e pimenta a gosto e sirva.
Tinja o arroz branco para azul com corante natural de flor de clitória (a gosto)


E se nesta viagem pela refeição azul acompanhar com chá de clitória e servir para sobremesa sorvete de mirtilo? Conseguiria ou não uma refeição toda toda azul para a personagem autista numa hipotética quinta-feira?



Espero que as pessoas continuem a plantar esta planta linda, e a manter a tradição de usar a flor clitória naturalmente como o corante alimentar por excelência, uma vez que os aditivos azuis na culinária me parecem perigosos, aliás, na minha pesquisa constatei que nomes como azul claro e anil correspondem a muitos EEEE's (nunca sabemos o que ingerimos, não é?) uma vez que só de aditivos azuis existem assustadoramente mais de 130 EEE's e sim, em muito países a legislação proíbe-os, porque são considerados cancerígenos.


Pessoalmente? Bom....... A simples ideia de uma trepadeira verdejante de flores azuis numa casinha de portadas azuis fascina-me, apazigua-me a alma. Encanta-me a ideia de romantizar e eternizar em algum livro,  uma família com pessoa com autismo que more numa casa caiada de branco com uma trepadeira com flores azuis e que estranhamente fazem sopa azul ao serão.

E porque hoje falo de comida Azul??
Azul. A cor que alguém convencionou para representar o Autismo. O Autismo é a disfunção global do desenvolvimento com maior crescimento no mundo. No mundo, a ONU estima que 67 milhões de indivíduos em todo o Mundo sejam afectados pelo Autismo. Na maioria dos países o Autismo é mais comum que doenças oncológicas, diabetes e HIV juntos. Você sabia?


Encorajamos a todos bloguistas, publicar um post AZUL dia 2 de Abril, a acender uma luz na janela de sua casa, em seu emprego em azul, a vestir-se de azul, a pintar as unhas de azul, ou a fazer comida azulzinha!!!, mas a parar, um dia só que seja do ano em sua vida, e reflicta sobre uma perturbação que, a ser reconhecida na rua, por quem por nós passa, faria a vida destas pessoas e suas famílias muito mais simples.
Obrigada por um gesto que até é simples, tal como a população autista que conheço me tem vindo a ensinar a dar importância ao que tem valor na vida - o SIMPLES.



domingo, 8 de janeiro de 2012

Bolo Rei de minuto


Não se assustem, mas foi uma invencionice de noite chuvosa. Não me dou bem com receitas de pães doces, e o bolo rei é um pão doce em última análise, não é?

Ultimamente acertei a mão para pães de minuto que são feitos com fermento instantâneo, o chamado fermento químico. Resolvi usar uma receita básica acrescida de mel, casca de limão, canela e as frutas secas do bolo rei tradicional, além de licor de laranja.

3 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de margarina
2 colheres (sopa) de açúcar
1 ovo
1 colher (chá) de sal
2/3 de xícara (chá) de leite
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 cálice de licor de laranja ou de vinho do Porto
1 gema
frustas como cerejas, amêndoas, passas, ameixas secas, nozes, damascos secos,etc.
canela q.b.
casquinha de limão e/ou laranja q.b.
1 colher (sopa) de mel

Em um recipiente coloque a farinha, a margarina, o açúcar, o sal, canela, casquinhas e o mel .
Misture a cada ingrediente adicionado
Junte o leite e o licor mexa (neste momento, se necessário, adicione mais farinha)
Coloque o fermento
Sove sobre superfície lisa
Deixe a massa descansar por aproximadamente 10 minutos coberta com um pano.
Faça o bolo abrindo um cilindro e depois fechando as pontas. Junte as frutas por cima, parte delas misture antes na massa. Pincele com a gema e asse em forno alto.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Parabéns Nathalie...

Essa nossa cozinha é repleta de aniversariantes em setembro, todas depois do dia 20.


Hoje é o dia da nossa querida Natália Augusto que sei que gosta muito de chocolate tanto quanto de poesia.


Em Portugal chegou o outono,mas como andamos de estações trocadas deixo-te um poema de primavera. E um bolo com sabor a outono.

Amar!
Florbela Espanca


                                    Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar!Amar!E não amar ninguém!

Recordar?Esquecer?Indiferente!...
Prender ou desprender?É mal?É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó,cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...






1/2 xícara(s) (chá) de margarina
4 ovos
1 xícara  (chá) de açúcar
1/2 xícara  (chá) de chocolate em pó
1 xícara  (chá) de farinha de trigo
1 xícara  (chá) de aveia em flocos grossos
1/2 xícara (chá) de leite
1 colher (sopa rasa) de fermento químico em pó
quanto baste de noz-moscada ou canela
Misture todos os ingredientes secos em uma tigela (menos o fermento) e reserve.
Misture os ovos,o leite e a margarina.Junte as duas misturas e mexa bem até formar a massa. Por último acrescente cuidadosamente o fermento.
Coloque a massa numa assadeira untada e polvilhada e leve ao forno médio por cerca de 30 minutos.
Eu servi com uma caldinha rala de chocolate, é opcional.
Ficou com uma sabor maravilhoso, crocante e pouco doce.
Só consegui a foto do bolo já cortado porque não resistimos e comemos ainda quente.



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

E a primavera vem chegando: Feliz Aniversário

 Para quem vive entre versos e navega na prosa desenvolta como raio de sol em manhã de primavera trago um poema de Adélia Prado, coberto de cotidiano e "feminices".
Grande beijo, Walnize..


Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Para acompanhar um bolo simples mas que traz boas lembranças de tardes em família.
A foto eu que fiz.

Bolo de Banana

Ingredientes:

3 ovos
6 bananas caturras (conhecidas também como banana nanica ou d`água, na falta dessa use uma bem doce como banana da terra ou outra da preferência)
1 xícara mais duas colheres de sopa de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de suco de laranja ( ou de leite como na receita original)
1/2 xícara de óleo
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de fermento
sal q.b.
canela em pó q.b.
açúcar para polvilhar

Modo de fazer:

Bata os ovos com o açúcar, o óleo e a manteiga. Junte a farinha e depois o suco de laranja ou leite.Acrescente um pouco de canela. Junte o fermento e misture,sem bater.
Unte e enfarinhe um tabuleiro médio. Ponha metade da massa, corte as bananas no sentido do comprimento e cubra o bolo, polvilhe canela e açúcar.Cubra com o restante da massa. Se ainda sobrarem bananas é só cobrir o bolo com as fatias e polvilhar canela e açúcar.
Leve para assar em forno baixo por cerca de 40 minutos ou até o bolo ficar dourado.
Assim que tirar do forno polvilhe açúcar e canela.
Sirva com um bom café.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Feliz aniversário

Hoje é aniversário de uma das donas dessa cozinha e tem que ter pelo menos um "bolinho" como se dizia antigamente.
Deixo também um poema com sabor a outono que não tarda começar.
Parabéns, Aninha.



TERRACOTA

Da terra retiro
sua gama de cores:
ocre, vermelho, ferrugem,
terracota, outono,
o sol.
E pinto a alma em pinceladas
grossas, camada sobre camada,
para aguentar o peso do céu.

In Roseana Murray – Poemas para ler na escola,
Ed. Objetiva, 2011






Bolo leve de chocolate

6 ovos
100g de amendoim torrado e moído sem peles (na receita original era côco,mas nas comprar achei esse amendoim já torrado e moído e ficou mais gostoso, já experimentei também com amêndoas)
2 colheres de margarina
6 colheres de açúcar
6 colheres de chocolate
1 colher sopa de fermento em pó

Bate-se tudo no liquidificador. Leva-se ao forno a 200 graus.
Cubra com brigadeiro mole ou calda de chocolate. O meu foi feito com calda de chocolate e amendoim.
P.S. A pedido da Ana Martins explico como se faz o brigadeiro mole:
Numa panela mistura-se uma lata de leite condensado, 1 colher de manteiga, duas colheres de sopa de chocolate e 1/4 da medida da lata de leite. Leva-se a ferver por cerca de dez minutos e está pronto.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cartão e bolo de aniversário

Clique aqui para ver o cartão


Abaixo segue a receita do meu bolo de chocolate especial, leve e diferente,não leva farinha de trigo.


Bolo leve de chocolate com baba de amêndoa

Bolo

6 ovos
100g de amêndoas moídas sem peles (na receita original era côco),
2 colheres de margarina
6 colheres de açúcar
6 colheres de chocolate
1 colher sopa de fermento em pó
Bate-se tudo no liquidificador. Leva-se ao forno.
Na receita original cobre-se  com brigadeiro mole ou calda de chocolate na de hoje vou rechear com baba de amêndoa.

Baba de Amêndoa

500 g de açúcar (menos meio copo)
2 xícaras e meia de água
6 ovos inteiros
100 gramas de amêndoas e 100 ml de água para o "leite"
Aqueça os 100 ml de água e junte as amêndoas. Deixe de molho até esfriar. Bata as amêndoas com a água no liquidificador ou processador. Coe e reserve o líquido. Guarde as amêndoas moídas.
Faça uma calda com a água e o açúcar (deve ficar grossa). Espere esfriar. Bata o leite de amêndoas com os ovos por cerca de cinco minutos. Junte a calda fria e bata bem.
Leve ao fogo brando até ganhar ponto,se quiser junte as amêndoas moídas ou junte amêndoas picadas.Leve para gelar.
Recheie e cubra o bolo com a baba de amêndoa.



quinta-feira, 28 de abril de 2011

o bolo da marciana

por Ana Martins

M-323 recebeu na orelha do meio um mail a avisá-lo: na blogosfera terráquea partilham receitas de culinária com ingredientes conhecidos e cozinhados de forma ainda bem rudimentar. Finalmente!

A gula invade-lhe as 758 papilas gustativas enquanto vai entrando pelo ecran da sua retina imagens dos blogs. Encontra uma receita ancestral - sopa de urtigas? Mas que verdadeira delícia!! Ri-se entristecido da tontice dos terráqueos de não conhecerem todas as propriedades da urtiga.
Mas logo outro blog lhe capta a atenção. O bolo favorito da sua amada M-821, o tal bolo de agrião que tanto fala que a sua antepassada fazia. Enquanto pensa já se tele-transportou para o museu gastronómico para ir buscar os utensílios e já está na sua concha a preparar a surpresa à sua M-821.

Picture 082.jpg

Receita:

6 ovos
400 grs. de farinha
300 grs. de açúcar
1 pitada de sal
200 grs. de margarina
2 colheres de fermento
1 molho de agrião

No copo liquidificador coloque as gemas e os agriões bata muito bem até os agriões estarem todos picados e junte os restantes ingredientes.
Bata as claras em castelo firme e junte ao restante preparado. Leve ao forno até estar cozido, teste com um palito.

(do outro mundo)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bolo de canjiquinha


Tinha guardada uma *canjiquinha e precisava usar porque estraga fácil. Como o grão é duro não podia fazer um bolo de maneira convencional e resolvi testar uma receita com o grão semi-cozido.
Fiz assim: Cozi 1 copo de canjiquinha com dois copos de água e um pouco de sal e açúcar, assim que levantou bolhas desliguei i fogo.
Bati 3 ovos com 2/3 de copo de óleo, 2 xícaras mal cheias de açúcar e juntei a canjiquinha. Juntei 2/3 de copo de farinha de trigo, o1 colher de sopa de fermento e mais uma pitada de sal. Juntei cravinhos e erva-doce, queijo parmesão ralado (2 colheres) e coco ralado que também tinha sobrando (2 colheres).
Untei e enfarinhei uma forma e levei ao forno a 200° 40 minutos. Fica um bolo cremoso, não espere secar muito porque perde a cremosidade, não fica muito dourado.

*Canjiquinha: Farinha de milho grossa, de grão bem duro e cru.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um doce e santo Natal

Conforme o prometido seguem receitas de doces para o Natal. Não por acaso as que vou preparar para a ceia de hoje e para o almoço de amanhã.

Tigelinhas (ou quindins) de nozes
1 ovo inteiro
12 gemas
100 gramas de manteiga
2 xícaras (de café)de açúcar
1 colher (de sobremesa mal cheia) de trigo
300 gramas de amêndoas ou nozes grosseiramente picadas
Misture tudo,exceto as nozes.Bata no liquidificador por no mínimo 10 minutos. Junte as nozes ou amêndoas sem bater,apenas misture delicadamente.
Ponha numa forma grande untada com manteiga e polvilhada com açúcar ou em forminhas. Leve ao forno médio em banho-maria por cerca de 1 hora. Deixe arrefecer no forno.
Desenforme ainda morno.


Bolo leve de chocolate com baba de amêndoas

Bolo

6 ovos
100g de amêndoas moídas sem peles (na receita original era côco),
2 colheres de margarina
6 colheres de açúcar
6 colheres de chocolate
1 colher sopa de fermento em pó
Bate-se tudo no liquidificador. Leva-se a assar.
Na receita original cobre-se  com brigadeiro mole ou calda de chocolate na de hoje vou rechear com baba de amêndoa.

Baba de Amêndoa

500 g de açúcar (menos meio copo)
2 xícaras e meia de água
6 ovos inteiros
100 gramas de amêndoas e 100 ml de água para o "leite"
Aqueça os 100 ml de água e junte as amêndoas. Deixe de molho até esfriar. Bata as amêndoas com a água no liquidificador ou processador. Coe e reserve o líquido. Guarde as amêndoas moídas.
Faça uma calda com a água e o açúcar (deve ficar grossa). Espere esfriar. Bata o leite de amêndoas com os ovos por cerca de cinco minutos. Junte a calda fria e bata bem.
Leve ao fogo brando até ganhar ponto,se quiser junte as amêndoas moídas ou junte amêndoas picadas.Leve para gelar.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Coisa de Mulher: Bolo amoroso


Estamos muito felizes, tenho certeza que falo por todas as editoras desse blog.
O Brasil elegeu a primeira mulher para a presidência, uma mulher especial.
Uma mulher com uma bela e sofrida história de lutas.
Uma guerreira pela liberdade do seu país, torturada e presa aos dezenove anos.
Competente, trabalhadora e agora presidenta. Para ela "pesquei" esse poema no site do Partido dos Trabalhadores.
500 anos esta noite

Pedro Tierra


De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.

De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.

De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.

Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?

Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.

No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.

As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.

Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.

Bolo Amoroso

Felicia Sampaio

Editora Culinária do Roteiro Gastronómico de Portugal (fonte http://www.gastronomias.com)

Ingredientes:

500 grs. de açúcar
6 ovos inteiros
6 gemas de ovos
500 grs. de miolo de amêndoa pelada levemente torrada e ralada
150 grs. de fios de ovos
100 grs. de manteiga
80 grs. de doce de gila ou chila
1 colher de sopa de casca de laranja cristalizada, cortada miudinha
glacé real (ver receita)
fios de ovos q.b.
Confecção:

Batem-se muito bem os ovos com as gemas e o açúcar e no fim de estar muito bem batido acrescentam-se os fios de ovos, partidos grosseiramente, a amêndoa, a chila e a casca de laranja.
Ponha esta mistura numa forma untada e forrada com papel vegetal também untado com manteiga.
Leve a cozer em forno brando.
Leva cerca de 1 hora e 30 minutos a ficar cozido e se o forno estiver esperto, tosta por fora sem cozer por dentro.
Desenforma-se, deixa-se arrefecer e só depois se cobre com glacé real.
Sirva decorado com fios de ovos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Um feliz aniversário com sabor de infância


Clique na imagem para acessar o cartão

Para trazer a infância de volta no dia dos teus anos.Feliz aniversário!!!

Bolo de chocolate molhado

Ingredientes:
2 chávenas de farinha de trigo
2 chávenas de açúcar
1 chávena de leite
6 colheres de sopa cheias de chocolate em pó
1 colher de sopa de fermento em pó
6 ovos


Modo de preparação:
Bata as claras em neve, acrescente as gemas e bata novamente, coloque o açúcar e bata outra vez. Depois, aos poucos, junte a farinha, o chocolate em pó, o fermento e o leite. Bata para uniformizar.
Untar um tabuleiro e leva a assar por aproximadamente 40 minutos em forno médio.

Enquanto o bolo assa, faça a cobertura com 2 colheres de chocolate em pó, 1 colher de margarina, meio copo de leite e leve ao fogo até começar a ferver. Espalhe po cima do bolo ainda quente.

Acompanha com um chá…ao gosto e escolha de cada um!

domingo, 11 de julho de 2010

Felicidade Clandestina




Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com sua letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingan ça, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de ca belos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me subme tia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía as Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro pra se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente cor rendo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era meu modo estranho de andar pelas ruas do Recife. Dessa vez nem cai: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nem uma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefini do, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivi nhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mes mo, às vezes eu aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas, houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A se nhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sem pre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só pra depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
As vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.

(em Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector)

Quer felicidade mais clandestina que apaixonada por doces, ser impedida de comê-los e mesmo assim atacar uma fatia de bolo de chocolate?
Aqui no meu trabalho uma estagiária trouxe um maravilhoso e leve bolo de chocolate, que não leva farinha, mas nem por isso engorda menos.

Bolo leve de chocolate

6 ovos
100g de amendoim torrado e moído sem peles (na receita original era côco,mas nas comprar achei esse amendoim já torrado e moído e ficou mais gostoso, vou experimentar também com nozes ou amêndoas)
2 colheres de margarina
6 colheres de açúcar
6 colheres de chocolate
1 colher sopa de fermento em pó

Bate-se tudo no liquidificador. Leva-se a assar.
Cubra com brigadeiro mole ou calda de chocolate. O meu foi feito com calda de chocolate e amendoim.
P.S. A pedido da Ana Martins explico como se faz o brigadeiro mole:
Numa panela mistura-se uma lata de leite condensado, 1 colher de manteiga, duas colheres de sopa de chocolate e  1/4 da medida da lata de leite. Leva-se a ferver por cerca de dez minutos e está pronto.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Festejos juninos


Um raiar de felicidade

Eram crianças.

Crianças felizes. Matutas, caipiras. Umas acanhadas. Outras descontraídas. Todas esquecidamente ingênuas.

Na grande festa, havia casal de noivos apaixonados. Música animada, frio cortante, calor humano.

Meninas – chiquinhas – babados, bocas vermelhas, laços de fitas, olhos reluzentes.

Meninos – “jecas-tatu” – bigode, gravatas, chapéus, sorrisos. Teve de tudo: barraca de beijos (disputadíssima), de Quentão,de toda sorte de guloseimas: cocadas, pés de moleque, milho cozido,batata doce ,bolo de aipim.E assim todos esquecidos do “mundo lá fora”, das notícias, dos dramas, do computador, do relógio, dos assaltos do cotidiano, dançaram a “Quadrilha” sob a bênção do São Pedro, que era o santo que regia aquela noite de pura magia e felicidade...

Com saudade de um festejo que passei com amigos ,reproduzo uma das receitas que por lá saboreei:

  • Manuê (bolo de aipim ou mandioca)


1/2 kg de mandioca crua ralada e descascada
2 1/2 xícaras de leite de coco
1 côco ralado (ou um pacote grande de côco em flocos)
3 ovos
2 colheres (sopa) de manteiga
1 copo de leite
1 pitada de sal

Modo de preparo

Bater todos os ingredientes no liquidificador. Colocar em forma com furo no centro, previamente untada com margarina. Assar em forno médio por aproximadamente 25 minutos. Verificar se o manuê está pronto, espetando um palito que deve sair seco. Desenformar depois de frio.
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