sábado, 23 de junho de 2018

Torta de frutas com granola

3 maçãs pequenas ou duas grandes cortadas em fatias
8 uvas cortadas ao meio
6 morangos cortados ao meio
2 colheres de sobremesa de açúcar mascavo ou demerara
Canela em pó a gosto
2 colheres (chá) de manteiga
Suco de meio limão
2 colheres (sopa)de trigo
1 colher e meia (sopa) de farelo de trigo
Granola a gosto
Arrume as maçãs numa forma de torta de vidro, disponha por cima as uvas e os morangos. Coloque o caldo do meio limão por cima. A parte misture o trigo, o farelo, a canela e o açúcar e salpique sobre as frutas. Pique a manteiga em pedacinhos e coloque sobre a mistura. Leve ao forno alto por 30 minutos. Tire do forno cubra com granola a gosto e leve ao forno por cinco minutos. Use morangos para decorar, sirva morna.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Comida é carinho

Minhas avós- já falei isso mil vezes- eram ótimas cozinheiras,mas iam além do alimentar o corpo. Cozinhar era sinônimo de cuidar, de mimar, de tratar dores do corpo e da alma.
Essas coisas a gente acaba aprendendo. Lembro que quando adoeci gravemente minha irmã mais nova cozinhava canja pra mim e que minha irmã do meio faz bolos pra trazer alegria para nós todos.
Hoje eu e minha mãe estávamos muito tristes, caidinhas mesmo e resolvi cozinhar alguma comida que aquecesse a alma e cuidasse um pouco do corpo.
Antes de ficar pronta recebemos uma notícia péssima, perdemos nossa gatinha.
Algum tempo depois retomei a tarefa na cozinha e depois da comida pronta minha mãe se animou a comer.
Comida "de casa", forte, pra dar uma levantada:
Frango com ora-pro-nobis (frango refogado à moda vovó Bande)
Angu de leite (receita da querida e saudosa Lalá)
Feijão de dendê (Valeu, Bela Gil!)
Temperei coxas e sobrecoxas com alho, pimenta do reino,limão, sal e manjericão.
Depois refoguei (pode ser no azeite, no óleo ou na banha de porco) com pimenta dedo de moça (esqueci a cebola,mas é o ideal) até dourar (praticamente fritou), aí juntei um pouco d'água e corrigi o sal, fui pingando água à medida que secava, até ficar bem cozido,moreninho e com caldo grosso, juntei cebolas bolinha e folhas de ora-pró-nobis.
Refoguei alho no dendê,  juntei feijão carioquinha já cozido e acertei o sal, juntei água e deixei apurar bem.
Refoguei cebola na manteiga, juntei fubá mimoso peneirado, sal e água. Depois do cozimento inicial fui acrescentando leite até ficar bem cozido e cremoso (demora porque o milho tem que ficar bem cozido). No fim coloquei uma colher de chá de manteiga porque fiz só uma panelinha para duas pessoas.
Não tenho foto porque o dia não estava para essas coisas.
Almoçamos as duas já com a noite chegando. Deu um certo alento, o que foi possível num dia como esse.
Campos, 23 de abril de 2018, Dia de São Jorge.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Caldo caseiro sempre à mão

Muita gente usa caldo industrializado por questão de praticidade, no entanto é possível ter caldo caseiro sempre pronto, de maneira prática e rápida.
Quando for usar legumes guarde partes como pontas e cascas, ponha no freezer e quando tiver tempo prepare o caldo.
Numa panelinha junte cascas, pontas e sobras de legumes, temperos a gosto,a parte branca das cebolinhas, e/ou a verde do alho poró;ossos e pedaços de carne que já tem na geladeira, bem como o "dourado" do fundo da assadeira onde preparou frango ou carne de porco ou sobras de peixe ou cascas de camarão. Cubra com água, ponha um pouco de sal e deixe cozinhar em fogo baixinho por uns vinte minutos. Espere esfriar, passe por uma peneira e ponha em forminhas de silicone para bolinhos ou naquelas próprias para gelo. Leve ao freezer. Quando o caldo estiver bem congelado, desenforme e ponha num saco plástico e volte para o congelador.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O que vai ter para o jantar?

Você percebe o peso dos anos - quase 33 de trabalho- quando depois do segundo dia depois da volta às aulas não aguenta uma gata pelo rabo.
Já trabalhei em dois lugares ao mesmo tempo, sendo um na zona rural e no outro como editora de tv, com plantões aos sábados inclusive, já fui editora do telejornal da manhã quando meu filho tinha só alguns meses e nunca fiquei fisicamente tão esgotada.
Senti hoje o cansaço das sextas- feiras, mas hoje ainda é quarta e eu só trabalho em um lugar, ao lado de casa.
Talvez seja mesmo hora de parar, ou quem sabe vem uma gripe por aí, afinal cochilar 40 minutos depois de chegar do trabalho - depois de oito horas seguidas- e mesmo assim estar um trapo, não pode ser normal.
Por sorte o jantar estava pronto, a tarefa de cozinhar não é minha de segunda a sexta, e pude apenas comer.
Hoje,mais que nunca entendi quem pega uma lasanha pronta no freezer ou assa porcarias como nuggets para o jantar.
Seria incapaz de fazer uma salada simples e estou aqui enrolando para preparar a marmita de amanhã, coisa que só vou fazer depois de um banho quente.
Dou minha cara a tapa, reconheço que é preciso ter os macarrões instantâneos da vida para esses dias de absoluto esgotamento.  Se a comida não estivesse pronta hoje o jantar seria, macarrão instantâneo, ovo cozido e salada de tomate ou uma mistureba feita com as sobras da geladeira.
Na foto é um arremedo de yakisoba feita com espetinho de frango frito no azeite, abobrinha em palitos, repolho cortadinho, cenoura em rodelas e molho shoyo e Miojo. Minha dica pra dias assim, que todo mundo tem, essa foi feita por preguiça mesmo durante as férias.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Ana Joanna

Há pouco mais de um ano comecei a fazer  bolos para vender, já que a situação dos servidores do RJ não é nada boa.
No começo não tínha um nome e depois de um tempo surgiu Ana Joanna, meu primeiro nome e o segundo da minha mãe.
Agradeço a todos que durante esse ano escolheram os bolos e doces Ana Joanna.
Estou recebendo encomendas até o dia 20 de dezembro.
Whatsapp:  981313389.

sábado, 25 de novembro de 2017

Glacê real e o segredo de vovó



Hoje fui fazer um glacê real para cobrir um bolo feito sob encomenda. 
Uma receita simples que tem várias versões, encontrei uma parecida com a da minha avó,  que fazia a olho,sem receita e tinha uma habilidade- que eu não herdei- para usar bicos, modelar flores de açúcar e etc.
Foi com ela que aprendi a misturar cores, com as anilinas que ela usava nos glacês. Que azul e amarelo formava o verde, que rosa era vermelho com branco, amarelo e vermelho dava laranja e azul com um tantinho de vermelho virava violeta.
Foi com ela também que aprendi como fazer um glacê ultra branco. Ela dizia que era o segredo.
Fazia bolos para aniversários, primeira comunhão e até casamento. Sem cobrar um tostão. Era talentosa minha avó e gostava de guardar segredos.


Glacê real

1 clara
250 gramas de açúcar de confeiteiro
meio limão

Bata a clara até começar a espumar,junte o açúcar peneirado e o caldo do limão,
Use em bolos ou biscoitos, se usar corante em gel vai conseguir belas cores. Cuidado que ele seca rápido.
Já o segredo da minha avó vai continuar segredo,ela não ia gostar que eu contasse.




quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O doce misterioso

Foto de Ana Paula Motta.

O doce que fica com jeito e gosto de mamão verde é de MANGA VERDE!
Para preparar e ficar assim é preciso um processo um pouquinho demorado,mas é simples.
Descasque as mangas verdes depois de bem lavadas. Lave de novo. Rale na parte grossa do ralo (como batata palha). Espalhe numa peneira grande e leve bem em água corrente. Escorra e ponha de molho (na geladeira) por dois dias ( no mínimo) trocando a água sempre para tirar o travo amargo e principalmente a acidez (manga verde é azeda como limão), prove para sentir se já tirou mesmo a acidez, caso contrário não vai ficar como mamão.
Depois desse processo faça um doce "normal" como faz o de mamão. Água, açúcar e cravo. 
A quantidade é mais ou menos essa: o volume de fruta ralada e um pouco menos dessa medida de açúcar, água até cobrir. Ferva bem, demora bastante e é preciso ir "acertando" o açúcar e pondo mais água. O cravo só deve ser colocado depois de uns vinte minutos. Fogo bem baixo, o doce tem que ficar todo passado na calda que deve ser grossa e brilhante,mas não em excesso.
Compota é uma coisa meio intuitiva, só na prática aprendemos como fazer. Aprendi com minha mãe e ainda tenho muito o que aprender, porque os doces dela são perfeitos. 

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